Natália

Natália
Mauro Fernandes Barros

quarta-feira, 21 de março de 2012

ATONEMENT (DESEJO E REPARAÇÃO)


Em 1935, no dia mais quente do ano na Inglaterra, Briony Talles (Romola Garai) e sua família se reúnem num fim de semana na mansão familiar. O momento político é de tensão, por conta da 2ª Guerra Mundial. Em meio ao calor opressivo emergem antigos ressentimentos familiares. Cinco anos antes, Briony, então aos 13 anos, usa sua imaginação de escritora principiante para observar e tirar suas próprias conclusões a respeito de Robbie Turner (James McAvoy), o filho do caseiro e amante da sua irmã mais velha Cecília (a linda, perfeita e maravihosa Keira Knightley). Tal observação e atitude da adolescente alterou de forma dramática várias vidas. Este filme é incrível, considero uma obra prima, fotografia explêndida, interpretações magníficas, tomadas de mestre. Todas as cenas são perfeitas, uma magia para os olhos, duas ficaram na minha memória dias e dias: quando a adolescente Briony observa pela vidraça sua irmã conversando com Robbie; e outra quando este, anos depois, já como soldado de guerra, sai de um campo ouvindo o barulho do mar, e quando o mar se abre em seus olhos, em um acampamento de guerra, a tomada fica minutos e minutos sem cortes, acompanhando todo o movimento do personagem e tudo o que seus olhos vêem... é linda a cena!!! O desfecho do filme é sempre surpreendente e dá reviravoltas, o final é inusitado. Enfim, grande filme dirigdo por Joe Wright, que fez antes Orgulho e Preconceito, também com Keira (pra quem não se lembra ela fez Piratas do Caribe) e depois de Desejo realizou "O Solista", que ainda não tive a oportunidade de assistir.

CINEMA FRANCÊS E FRANÇOUIS OZON

O cinema francês é atualmente o mais dinâmico da Europa em termos de público, números, filmes produzidos e de receitas geradas por suas produções,com papel importante, tanto em termos técnicos como históricos. Os primórdios do cinema contam com vários nomes franceses, entre os quais os irmãos Lumiére. No desenvolvimento do cinema como forma de arte, muitos dos filmes realizados na França são considerados marcos relevantes. Destaque deve ser dado às escolas vanguardista da década de 1920, ao realismo poético das décadas de 1930 e 1940, e à nouvelle vague a partir do fim da década de 1950 e 1960, com grande destaque para Jean-Luc Godard, até hoje na ativa, e François Truffaut. Posteriormente vou postar alguns filmes destes gênios do cinema francês. Mas o destaque hoje é para François Ozon. Nascido em 1967 é hoje um dos grandes realizadores do cinema "New Wave". Sua estréia em longas metragens deu-se com Sitcom, em 1998, e depois disso não parou mais, semprecom bom acolhimento da parte da crítica quer do público. Sensíveis, polêmicos, divertidos, sensuais... Assim são os filmes de Françouis Ozon. Abaixo alguns que tenho e disponibilizo para os interessados...



OS AMANTES CRIMINOSOS - Ao tentar esconder o corpo de um rapaz que assassinaram friamente, jovem casal perde-se no meio de uma sinistra floresta. Capturados por um estranho homem, são aprisionados e torturados pelo grotesco indivíduo. Indefesos, percebem que a única forma de escapar é com o jovem seduzindo o bárbaro e se entregando a seus desejos sexuais.



GOTAS D'ÁGUA EM PEDRA ESCALDANTES - O filme se passa na Alemanha, nos anos 70. O ingênuo Franz, de 19 anos, conhece Leopold, um bem sucedido homem de negócios, e vai viver com ele. O caso se complica quando as ex-namoradas de cada um, Anna e Véra, entram em cena. Ozon realiza a maioria das cenas como um teatro filmado. Não existe nenhuma cena externa. Para ressaltar a estética do texto original - peça teatral escrita por um jovem de 19 anos - toda a trama é construída nos interiores, de forma quase claustrofóbica.



O REFÚGIO -Mousse, é uma jovem que sobreviveu a uma overdose, mas seu namorado Louis não. Logo após a morte deste, a jovem de boa família descobre que está grávida. Entre a pressão da dependência e da mãe de Louis, que a quer forçar a interromper a gravidez, Mousse refugia-se numa casa à beira-mar. Aí vai passar os meses de gravidez entre a dúvida, aumentada pela chegada de Paul, o irmão de Louis, e um reencontro com a serenidade.



O TEMPO QUE RESTA - Um de meus preferidos de Ozon, um filme comovente sem cair no dramalhão. O tema proposto: a finitude da vida, que não é algo muito bom de se pensar, chegando a ser até mesmo apavorante, mesmo sabendo que um dia todos iremos morrer. Aliás, na correria em que o mundo anda, a velocidade da tecnologia, o consumismo e o materalismo acelerados fazem com que cada vez menos pairamos para pensar no que estamos fazendo com as nossas vidas. "A história é sobre um fotografo de 30 anos, arrogante, bem sucedido e egoísta, descobre que está com um tumor maligno em fase de metástase (momento em que as células cancerígenas se alastram pelo corpo). Sabendo do inevitável fim, Romain (Melvil Poupaud) rejeita a quimioterapia e o consolo dos que lhe são próximos e parte só na jornada rumo ao seu fim".



SITCOM - Sitcom é um estrangismo, sendo a abreviatura da expressão em inglês situation comedy ("comédia de situação", numa tradução livre). Uma família francesa burguesa vive em aparente harmonia até que o pai compra um pequeno rato. Devido a este animal de estimação, o caos instala-se e cada membro da família vai pôr a nu as suas perversões sexuais. «Sitcom» é uma farsa provocante que faz estalar o verniz da burguesia e desafia os valores familiares das sitcoms.


ANGEL - Virada do século 19 para o 20, e por anos Angelica Deverell (Romola Garai) sonhou em viver uma vida que não era a sua. Filha de humildes vendedores em Norley, no interior da Inglaterra, Angel se refugia em seus livros - copiosos romances nos quais ela inventa uma vida sem as mesmices da realidade. Se um editor de Londres se interessa por seus escritos, e rapidamente faz dela uma escritora de sucesso, é porque Angel tem talento capaz de descrever um parto mesmo sendo virgem.


8 MULHERES - Uma socialite, Gaby (Catherine Deneuve), foi para sua casa de campo para aparentemente passar o Natal com seu marido Marcel (Dominique Lamure), sua mãe (Danielle Darrieux), sua irmã Augustine (Isabelle Huppert) e suas filhas, Suzon (Virginie Ledoyen) e Catherine (Ludivine Sagnier). Logo após sua chegada Louise (Emmanuelle Béart), a nova camareira, acha Marcel com uma faca cravada nas costas. Todas têm motivos para querer sua morte, inclusive Chanel (Firmine Richard), uma cozinheira que está na casa há bastante tempo e a novata Louise. Elas não podem chamar a polícia, pois os fios do telefone foram cortados, e algo fez o mesmo com os fios do carro, para impedir que partissem. Misteriosamente, vindo de carona, chega Pierrette (Fanny Ardant), a cunhada de Gaby, que também tinha seus motivos para matar o irmão. Elas se vêem forçadas a se confrontar, com muitos ressentimentos e verdades vindo à tona enquanto tentam elucidar o que está acontecendo. Ah! Isto tudo em um musical, comédia, suspense, drama ...



5 X 2 - O AMOR EM CINCO TEMPOS - O filme apresenta Marion (Valeria Bruni-Tedeschi) e Gilles (Stéphane Freiss) no dia em que eles assinam os papéis do divórcio. A partir desse ponto, o roteiro leva o espectador a conhecer os detalhes que formaram esse relacionamento: são cinco seqüências estrelados pelo casal.

LUZ SILENCIOSA

Filme sensível, poético... Johan (Cornelio Wall) é um menonita casado que vive ao norte do México. Os menonitas defendem o pacifismo radical e rejeitam o progresso, mas a comunidade de Johan é mais moderada. Eles usam carros e os benefícios da medicina moderna, mas ainda se recusam a utilizar comunicações com o exterior, como telefone ou internet. Neste ambiente Johan se apaixona por outra mulher, contrariando as leis de sua religião.
"Luz Silenciosa" é o primeiro filme a ser rodado em plattdeutsch, um dialeto alemão. - As filmagens ocorreram entre 13 de agosto e 26 de outubro de 2006. - Foi o representante do México ao Oscar de melhor filme estrangeiro

A Vida dos Outros

"Cinema de verdade com seres humanos de verdade"... Filme sensacional!!!! Georg Dreyman (Sebastian Koch) é o maior dramaturgo da Alemanha Oriental, sendo por muitos considerado o modelo perfeito de cidadão para o país, já que não contesta o governo nem seu regime político. Apesar disto o ministro Bruno Hempf (Thomas Thieme) acha por bem acompanhar seus passos, para descobrir se Dreyman tem algo a esconder. Ele passa esta tarefa para Anton Grubitz (Ulrich Tukur), que a princípio não vê nada de errado com Dreyman mas é alertado por Gerd Wiesler (Ulrich Mühe), seu subordinado, de que ele deveria ser vigiado. Grubitz passa a tarefa a Wiesler, que monta uma estrutura em que Dreyman e sua namorada, a atriz Christa-Maria Sieland (Martina Gedeck), são vigiados 24 horas. Simultaneamente o ministro Hempf se interessa por Christa-Maria, passando a chantageá-la em troca de favores sexuais.

domingo, 27 de novembro de 2011

CHÉRI


Michelle Pfeiffer sempre foi minha musa, linda, exuberante, maravilhosa (adoraria te fotografar Michelle... kkk)... Meu primeiro contato com ela foi em minha adolescência, quando assisti no Cine Teatro Leon o filme "O Feitiço de Aquila" e uma cena me impressionou muita, aquela em que a personagem dela aparece pela primeira vez, de costas e com uma capa preta e vira o rosto jovem e perfeito... vira lentamente e a imagem revela o rosto debaixo do capuz....  Esta cena nunca saiu de minha cabeça... Magnífica!!! E anos depois, na maturidade de seus 50 anos ela continua linda e maravilhosa. Em Chéri, filme muito bacana, sua beleza e talento atravessam rugas e marcas de expressão (coisas que muitas atrizes de sua idade não têm mais devido interferências, mas enfim, cada um na sua), fazendo com que estas marcas sejam coadjuvantes de uma beleza ainda mais estraordinária, juntamente com seu trabalho como atriz. Ela está perfeita no papel. Situado na exuberante Paris antes da Primeira Guerra  Mundial, o filme conta a história da relação amorosa entre a linda cortesã aposentada  Léa (Michelle Pfeiffer) e Chérii (Rupert Friend), filho de sua antiga companheira de profissão e rival, Madame Peloux (a ótima Kathy Bates). Léa educa o imaturo e mimado garoto nas artes do amor, mas depois de 6 anos Madame Peloux planeja secretamente um casamento para Chéri. Enquanto o inevitável momento de separação se aproxima, Léa e Chéri tentam se acostamar com a idéia, mas a vida de prazer e alegria dos dois é mais profunda do que eles imaginavam, e, tardiamente,  o casal percebe o quanto um é importante para o outro.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

ALEXANDRIA

Aposto que muitos de vocês, assim como eu, longe dos livros de história há tempos (rss), já se esqueceram de quem foi Hypatia.
Havia em Alexandria uma mulher chamada Hipátia, filha do filósofo Téon, que fez tantas realizações em literatura e ciência que ultrapassou todos os filósofos da época. Tendo progredido na escola  de Platão de Plotino, ela explicava os princípios da filosofia a quem a ouvisse, e muitos vinham de longe receber os ensinamentos. Foi uma matemática e filósofa neoplatônica, nascida aproximadamente em 355 e assassinada em 415. O fato de Hipátia ser uma filósofa pagã (num meio predominantemente cristão) é tido como um dos fatores que contribuíram para que fosse assassinada.
E existe um filme, de nome Alexandria (Agora) que gostei muito, uma produção espanhola estrelada pela magnífica atriz britânica Rachel Weisz (linda demais). 
Sob o domínio Romano, a cidade de Alenxadria é palco de uma das mais violentas rebeliões religiosas de toda história antiga. Judeus e cristãos disputam a soberania política, econômica e religiosa da cidade. Entre o conflito, a bela e brilhante astrônoma Hypatia (Rachel Weisz) lidera um grupo de discípulos que luta para preservar a biblioteca de Alexandria. Dois deles disputam o seu amor: o prefeito Orestes (Oscar Isaac) e o jovem escravo Davus (Max Minghella). Entretanto, Hypatia terá que arriscar a sua vida em uma batalha histórica que mudará o destino da humanidade.Recheado de boas interpretações e cenas marcantes, vale a pena conferir "Alexandria" e, claro,  encaminho para os interessados.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

VOLÚPIA







O rosto deste ensaio breve aqui...